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| O Titã de Braavos |
O colossal Titã de Braavos anuncia a chegada de Arya às cidades livres. "No passado o titã aparecia com fogo nos olhos, entrava no mar e esmagava seus inimigos" diz o Capitão enaltecendo a força que a cidade de Braavos tinha no passado. Os olhos do titã ainda brilham como duas estrelas à noite, a HBO apenas decidiu não mostrar assim. Contudo, parece que a porta da Casa do Preto e do Branco não permitirá a entrada de Arya.
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| Não é Jaqen H'ghar!! |
No livro, Arya é recebida na 'Casa' por um velho que ela mesma nomeou de 'Homem Gentil,' que foi mudado propositalmente na série por um 'Velho Carrancudo' já que ele não ia durar muito tempo. O velho aparece com a imagem de Jaqen H'ghar, um baita de um fã service. Não sei se ficou claro pelo que foi dito, mas é verdade: aquele não é o Jaqen, não é o mesmo assassino que Arya encontrou em Westeros, é apenas o Velho Carrancudo com o mesmo rosto dele e, como eu disse, um fã service para os espectadores.
A cena inteira da Brienne e Podrick ficou bem estranha, primeiro a mudança que fizeram na personalidade deixa o personagem meio perdido na série, é uma divisão entre "mulherengo" e "inocente" para não deixar claro quem é este Podrick Payne da série. Aliás, a Brienne é tratada com hostilidade até mesmo por Sansa. Se não é em busca de Arya, nem da Sansa, qual será o objetivo de Brienne agora? A tarefa que Jaime designou era para resgatar as garotas Stark para uma casa segura como o Vale, tudo perdido.
Em Porto Real, Cercei recebe uma "ameaça" das serpentes de areia à sua filha Myrcella, que foi mandada para Dorne por Tyrion em um arranjo de casamento. O pai de Myrcella, Jaime de dispõe para resgatar sua filha junto de Sor Bronn da Água-Negra. Um personagem que se encaixou mais na série do que nos livros devido a boa atuação de Jerome Flynn. Jaime usará Bronn tanto nas suas qualidades de combate quando para treinar a espada com a mão esquerda, trabalho que nos livros pertencia ao mudo Sor Ilyn Payne, cujo ator morreu de câncer ano passado.
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| Qyburn |
Uma das melhores partes do episódio é a reunião de Cercei com o conselho do Rei. Qyburn senta-se a mesa como um verdadeiro penetra, mas ele é um capacho de Cercei e ninguém pode contestar. Eu só achei estranho não nomear o Lorde Tyrell à Mão do Rei como nos livros, já que a própria Cercei se auto-denomina Rainha Regente de Westeros.
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| Doran Martell |
Do outro lado da mesa, em Dorne, a esposa de Oberyn, Ellaria Saand clama por uma reação de Dorne à Porto Real, ela e as Serpentes de Areia almejam vingança, sangue, mas o olhar do Príncipe Doran Martell parece propositalmente mais distante que aquilo tudo. Tudo o que Doran menos quer é uma guerra com Porto Real.
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| Aero Hotah |
Antes que eu me esqueça, a mudança de Etnia de Aero Hotah ficou bem interessante. Aquele machado do Guarda de Doran, também ficou com um estilo único, já que eu pensava em um machado normal, clássico.
Na Muralha, às vésperas da votação para o 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite, o risonho Stannis faz uma proposta à Jon Snow que no livro foi um dos momentos mais épicos da história, tratada com pouco esmero na série. Se Jon Snow ajoelhar-se a Stannis, ele ergerá-se como Jon Stark Senhor de Winterfell. Toda a decisão de Jon, em aceitar seu sonho desde criança ou continuar sendo quem realmente é -- um Snow -- é trabalhado em poucos minutos na série. Mais uma vez um ponto negativo para o desenvolvimento desse personagem, coisas assim já vem acontecendo desde a segunda temporada, e isso só faz com que esse Jon Snow da série não seja nada comparado ao Jon Snow heroico, altruísta, ousado e complexo do livro. São dois personagens diferentes.
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| Daenerys |
Em Meeren, Daenerys deve julgar o filho da harpia encontrado por Daario Naharis, mas ela não deve fazer isso precipitadamente sem um julgamento justo. Coisas assim levaram o rei louco Aerys à ruína da dinastia Targaryen, bem lembrado por Sor Barristan que viu Rickard Stark (Pai do Ned) ser queimado pelo fogo-vivo aos olhos de seu filho Brandon Stark, que morreu enforcado na tentativa frustada de salvar o pai, o estopim da Rebelião de Robert. Dany não deve deixar que seu poder a leve para o lado tirano. A cena da execução é um pequeno prelúdio para os problemas que Daenerys enfrentará nessa temporada.
A aparição de Drogon no final do episódio veio para que Daenerys não se esqueça de seu verdadeiro poder, seu objetivo no mundo, e que ela não deixe os dragões de lado!
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| Drogon |
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| Winterfell |
Antes de começar o episódio, vimos algo triste logo na abertura. Winterfell não está mais em ruínas, mas o símbolo do homem esfolado dos 'Bolton' domina o castelo. Ok, mas voltando à série de fato, temos algo inusitado, uma cena flashback da jovem Cercei e sua amiga Melara indo consultar Maggy, a rã, uma vidente misteriosa de Lannisporto. A vidente faz uma profecia para Cercei, que diz muito sobre seu passado, presente e provavelmente (quase certamente) seu futuro. Essa cena é a parte mais importante do episódio, logo de cara.
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| Cercei e Melara |
Maggy profetiza que Cercei se casará com o rei. Na época, Cercei era prometida ao príncipe Rhaegar Targaryen, seu sonho desde criança era se casar com ele e ser uma princesa, ao ouvir que se casará com o rei, ela não esperava que fosse Robert Baratheon, claro, mas que Rhaegar sucederia o rei louco Aerys. Maggy porém continua: "você será rainha, por um tempo, mas virá outra, mais jovem, mais bela. Ela tomará seu lugar e roubará tudo aquilo que ama." Pelo momento da trama já lembramos de Margaery Tyrell, óbvio, mas não podemos esquecer que Daenerys também se encaixa no perfil descrito.
Em seguida, Maggy continua: "O rei terá 20 filhos, e você terá 3, eles usarão coroas de ouro, mortalhas de ouro." Embora não faça sentido para Cercei, nós já sabemos que o Rei Robert teve 20 filhos bastardos e Cercei teve 3 filhos com Jaime, mas por enquanto apenas um morreu... Que profecia.
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| Septo de Baelor |
A cena seguinte mostra o belo Septo de Baelor, bem construído pela produção da série, com a estrela de sete pontas apontando para as sete faces de um único deus. Na cena Cercei e Jaime discutem o legado de Tywin Lannister que muita gente vai querer botar a mão. Jaime sente na pele o que fez ao libertar Tyrion, recebendo até uma parcela da culpa da morte de seu pai. 'The Rains of Castamere' é tocada no final com um tom fúnebre (como se a música já não representasse morte).
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| Lancel e Cercei |
No funeral de Tywin temos a reaparição de Kevan Lannister (irmão de Tywin) e seu filho Lancel que entregou-se à Fé dos Sete, os Pardais, como são chamados foi algo introduzido rapidamente na série, mas é Cercei que concede a permissão para eles entrarem na cidade.
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| Sansa, Mindinho e Lorde Royce |
No Ninho da Águia, Mindinho continua seu plano ainda desconhecido por nós. Sansa Alayne demonstra um ar mais maduro, uma grande mudança para a personagem que agora entrará de fato nas maquinações políticas do reino, dessa vez como jogadora.
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| Tyrion |
Do outro lado do mar, Tyrion Lannister chega em Pentos totalmente acabado, sem nenhum título de lorde, ou herança, ele deve começar do zero, embora não tenha motivos, mas Tyrion não é um convarde como Varys mesmo diz. Tyrion levanta-se com um tom sério, seu lado sarcástico foi deixado de lado por decisão dos diretores, perdendo até um famoso bordão do livro: "Você sabe para onde as putas vão?"
No diálogo com Tyrion, Varys revela que já conspirava com Ilyrio Mopantis para o bem do reino. Ele quer de volta o governo forte dos Targaryen, ou de algum outro rei justo. Não o bêbado Robert, ou a descontrolada Cercei. Ele vê Daenerys como a esperança de Westeros, e pensa que Tyrion pode auxiliá-la muito bem com sua esperteza.
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| Harpia de Yunkai |
Ainda do outro lado do mar, Daenerys Targaryen deve lidar com os filhos da harpia. Uma resistência dos governantes de Yunkai que está caçando e matando os imaculados. Devo dizer que a questão de Missandey ao Verme Cincento, sobre o que o imaculado estava fazendo no bordel foi dramatizada de forma ridícula e totalmente empurrada, um ponto negativo.
Daenerys também terá que se incluir no ramo político do governo da cidade. Ceder propriedades para agradar parcelas políticas é muito típico, as lutas das Arenas Daznak não agrada em nada a filosia de Dany, mas é o preço político da vez.
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| Stannis |
Agora no Norte de Westeros, o rei Stannis pretende usar os selvagens em seu exército para controlar todo o Norte, e só Jon Snow pode fazer os selvagens aceitarem esse acordo para o rei. O diálogo de Jon e Mance Rayder já foi um dos melhores da série, Mance tem total controle de suas convicções que até se confundem com orgulho.
"A liberdade para cometer meus próprios erros, foi tudo o que sempre quis."
De forma rápida, os núcleos da série rapidamente dão as caras com novos objetivos. A política de Dany, o futuro de Tyrion, o objetivo de Stannis, formam uma pequena sinopse para o resto da série, mas que já sabemos que é tudo imprevisível. Falo novamente que o ponto mais importante desse início de temporada foi a primeira cena da profecia de Maggy. Brienne e Lora Tyrell também aparecem no episódio, mas em cenas menos relevantes para o momento da trama.
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| Mance Rayder, o Rei para-lá-da-muralha |
















