O primeiro semestre 2015 teve uma temporada de animes fraca. O retorno de outras animações de sucessos pareciam ser a salvação do ano. Entre os que voltaram estão Dragon Ball Super e Digimon Adventure Tri. O primeiro recebeu várias críticas dos fãs e o segundo teve apenas quatro - embora excelentes - episódios. Mas as vezes a qualidade está nos menos conhecidos como Noragami - Aragoto, que junto de One Punch Man conseguiu fechar 2015 no verde.

Criada pelo mangaká Adachitoka e produzida pelo estúdio Bones, a segunda temporada de Noragami vem com o propósito de fechar o arco da deusa da guerra mais poderosa, Bishamon. Deixando mais de lado a vida colegial de Hiyori e a missão de Yato de revertê-la a sua condição normal, mas explorando a importância dos Tesouros Sagrados (Shinkis) para os deuses.

Corrigindo um dos principais erros da primeira temporada, Noragami começa desde o início a desenvolver um vilão. Dessa vez ele não é construído simplesmente através de seu poder, mas por sua inteligência, fazendo maquinações na trama que provocam ódio do espectador. Muito diferente do apático vilão Rabö da temporada anterior.


A história também enriquece o universo do anime ao mostrar a organização dos deuses com hierarquias, reuniões entre si, terrenos sagrados. Dando novos conceitos sobre suas origens, explicando novas funcionalidades dos Tesouros Sagrados. Isso tudo faz com que o anime se passe menos no Japão e mais em locais divinos.

A temporada se propõe a abordar a lealdade envolvendo os deuses e seus tesouros sagrados. Até que ponto um Shinki iria para proteger seu mestre ou provar sua lealdade? Yato, Yukine, Kazuma e os outros personagens precisam tomar medidas drásticas deixando para o público a discussão sobre o que é certo ou errado nas situações criadas.

Além do tema lealdade e o limiar tênue do certo ou errado, Noragami fortalece ainda mais a amizade de Yukine, Yato e Hiyori. Para que um deus seja imortal durante séculos, ele deve ser lembrado e cultuado, pois é a fé das pessoas que os criam. O que deixa a situação de Yato muito complicada, já que a única pessoa que lembra dele é Hiyori.


Yato e Yukine são personagens em constante desenvolvimento, com uma carga dramática que embora seja mais leve que o drama da primeira temporada, ainda dá muito o que explorar. O crescimento de Yukine é explícito. Ele consegue conter mais suas emoções e parece mais seguro de si. Já Yato, com seu passado obscuro, demonstra mais aspectos de sua personalidade com atos de heroísmo, amizade e até medo. 

A necessidade de resolver plots em aberto da primeira temporada deixa Noragami com um ritmo mais acelerado. Com a história fluindo mais rapidamente, os episódios passam num piscar de olhos. O plot de Bishamon é fechado com quase nenhuma ponta solta, o que mostra a qualidade do roteiro do anime. Porém ainda há muito a que se explorar nas próximas temporadas.


Em um mundo onde super-heróis e monstros são comuns, One-Punch Man traz o protagonista mais simples possível para ser o homem mais forte que existe. O anime conta o dia-a-dia de Saitama, um herói normal que está infeliz por ser forte o bastante para derrotar todos os seus oponentes com apenas um soco, já que isso não lhe traz mais nenhuma sensação de adrenalina ao enfrentar um inimigo poderoso.

E quando se fala em "inimigo poderoso" pode esperar o monstro mais poderoso e sanguinário possível, que será derrotado com apenas um golpe. Com muito bom humor, One-Punch Man de certa forma satiriza os animes de luta que fazem tanto sucesso no mundo inteiro, como Dragon Ball Z, One Piece, Bleach e outros parecidos onde sempre existirá aquele vilão poderosíssimo e impossível de ser derrotado, até que com um milagre o protagonista conseguirá vence-lo, mas depois vai aparecer outro mais impossível na temporada seguinte.


Quando não é o vilão, é o herói que tem o maior poder destrutivo possível e é preciso um episódio ou temporada inteira para mostrar como este herói é poderoso, Bleach, One Piece e Naruto estão cheios desse tipo. Quem não lembra da expectativa para ver o poder dos Capitães (Bleach)? Mas que hoje eles já foram superados há tempos. E o Freeza como o ser mais poderoso do universo? Hahaha.

Pois bem, One-Punch Man traz monstros e heróis, e exagera esses monstros e heróis ao máximo do máximo, apresentando-os no episódio inteiro simplesmente para serem derrotados com apenas um golpe despretensioso de Saitama.

Mas os episódios não são só isso, há uma boa dose de humor, com personagens caricatos e carismáticos. O protagonista mesmo com esse poder todo não é percebido por ninguém no mundo, então essa primeira temporada foca em acompanhar a jornada de Saitama para se tornar um notório herói classe-S. Ele vive com a maior cara de bobo, pensando apenas em ter tempo para ler seus mangás ou fazer compras no supermercado. Enquanto o vilão está lá quantificando o nível de poder e ameaça que representa.

O anime é muito bem feito, possui um desenho muito bem trabalhado e efeitos especiais combinados perfeitamente com os efeitos sonoros. Um ponto alto no começo do anime é ver o cyborg Genos lutando, onde claramente a produção de arte realiza sua mágica.

De forma muito divertida, One-Punch Man é um dos melhores animes de 2015, possui todos os elementos que animes de luta precisam para fazer sucesso, mas com muita criatividade ao trazer humor, sátira e várias referências ao mundo dos super-heróis e a outros animes, criando sua própria identidade.

Gênero: Ação, Comédia.
Themes: Cyborg, Luta, Gora, Paródia, Super-herói.
Tema de abertura: "The Hero!! ~Ikareru Ken ni Honō o Tsukeru~"

Chapolim Colorado?
Leomon?

Piccolo?