O nono episódio inicia em um combate um-a-um entre o Demolidor e um ninja vestido de vermelho. O combate eletrizante e bem coreografado deixa o espectador empolgado desde o início e quando a abertura interrompe a sequência, um sentimento fica no ar: "vem coisa boa por aí."
Antes de continuar para a luta, no fim do episódio, vemos Matt Murdock voltando a falar com seu velho amigo padre, uma pessoa com quem ele pode confiar e desabafar sem medos e, de quebra, conseguir bons conselhos.

A reunião entre Ben Urich, Karen e Nelson agora conta com Matt para conectar fatos e expor Fisk. No episódio passado, o demônio de Hell's Kitchen apareceu diante de Ben, dando-lhe algumas informações. Percebam na sutileza da câmera ao enfatizar o momento em que Murdock cumprimenta Urich. Matt apenas deixa sua mão posicionada esperando que Ben a aperte. "Com certeza o demônio de Hell's Kitchen não seria um cego como ele," pensaria Ben com essa situação. Bem jogado Matt, bem jogado...

Do lado dos vilões, Nobu chega enfumaçando para exigir de Fisk um bloco específico da cidade. O bloco da senhora Cardenas. Agora para quê e porquê, ninguém sabe ainda. Ele diz que está ajudando Fisk em algo com sua misteriosa organização, mas no quê ele está ajudando também é um mistério. Esse diálogo, inclusive, dá uma dica ao espectador que aquele ninja vermelho do começo do episódio é essa pessoa de habilidades que Nobu conhece.

A emoção pode tornar negligente o mais circunspecto dos homens.

A partir daí o episódio se desenrola para ser um dos melhores da temporada. Matt começa a refletir se o ato de matar Wilson Fisk é a coisa certa a fazer. Ele visita o padre mais uma vez e eles discutem a moralidade do ato a fundo. Os diálogos entre Matt e o padre são caprichosamente escritos, eles geram a discussão na mente do espectador e ainda constroem o herói da série.

A morte da senhora Cardenas é o fator emocional que Fisk tanto queria. O vilão ainda usa a TV para passar indiretas que tocam na ferida de Matt. Parece que tudo conspira para que o protagonista ache que matar Fisk é a coisa certa a se fazer.

Seguindo o rastro do assassino de Cardenas, Matt Murdock chega a um galpão abandonado onde Nobu, o ninja vermelho, o está esperando. Nobu é um ninja treinado de uma organização ainda secreta para nós e com truques como reduzir a temperatura corporal e os batimentos que o fizeram quase impercebível para os sentidos do demolidor; e a luta que segue, digo que é a maior surra que o demolidor levou na vida. Além de bem filmada e coreografada, ela é visceral. Nosso herói está correndo risco de morrer; e para finalizar, Matt ainda leva uma surra de Wilson Fisk.

Como eu disse, este é um dos melhores episódio da temporada. É um episódio cheio de discussões, onde o herói deve refletir profundamente se matar Wilson Fisk é uma ação correta a se fazer; e quais as consequências desse ato. Quando Matt tenta matar Fisk com a lâmina de Nobu, por sorte o vilão estava vestindo alguma proteção, mas a tentativa mostrou que Murdock estava no seu limite e fez a decisão de mata-lo.

Além disso, a discussão sobre a injustiça em Hell's Kitchen, onde o vilão Wilson Fisk está totalmente protegido de ser exposto, mostra o quão incapazes Nelson, Karen e as pessoas da cidade ficam perante o poder de Fisk. A injustiça chega a matar a senhora Cardenas e deixa a sensação de que o responsável nunca será pego. Quem nunca sentiu essa indignação assistindo aos noticiários no Brasil?

E como se o episódio tivesse poucas emoções, Nelson ainda descobre a identidade do demônio de Hell's Kitchen no final....

Próxima resenha: Episódio 10 - Nelson X Murdock.


Acordamos junto de Wilson Fisk e Matt Murdock para o oitavo episódio de Marvel - Demolidor. Neste temos o vislumbre da infância do vilão, um problema momentâneo para Wilson Fisk e a formação do time de investigação: Karen, Foggy, Murdock e Ben.

É muito comum as mídias em geral usarem os problemas passados na infância para justificarem comportamentos na fase adulta. Wilson Fisk é definido desta forma. Seu pai era um pai de família ganancioso, visionário, porém violento. Vivia o tempo todo infernizando Wilson a ter coragem, não deixar jamais que outras pessoas o desrespeite. As atitudes de Bill Fisk definiam o monstro que era, mas sua vontade para com o filho ficaram guardadas até hoje no caráter de Wilson.


Neste episódio temos um Wilson Fisk mais fragilizado, a complicação com Nobu e o Céu Negro no episódio passado, a complicação com o detetive Blake neste episódio, e a complicação com o vigilante mascarado que fazem os aliados de Fisk duvidarem de seu reinado. O que ele ainda não sabia era que um time de investigação estava sendo montado secretamente.

Leland sobre "complicação."
Matt Murdock entrou para tomar as rédeas e liderar Foggy Nelson, Karen Page e Ben Urich numa investigação para desmascarar a máfia do rei do crime. Matt sabia que expor Fisk publicamente era um grande passo para derrubá-lo.


O "twist" no momento de Wilson Fisk aconteceu com a chegada de Wanessa no final do episódio, só ela pôde acalmar a fera, tirar toda a insegurança dos pensamentos de Wilson e junto com as memórias de seu pai, o rei do crime contra-atacou antes mesmo de ser atacado (pode isso?). Wilson Fisk se expôs publicamente como o salvador de Hell's Kitchen antes que Ben Urich terminasse seu artigo.


Uma grande reviravolta para os planos do Demolidor.

Destaques do episódio


  • O hábito de Wilson Fisk ao acordar no começo do episódio e a mudança no final com o elemento "Wanessa," fazendo Fisk superar seu trauma de infância.

  • O Céu Negro novamente comentado por Nobu: "Será difícil encontrar outro Céu Negro, eles são raros." Coisas que só veremos nas temporadas ou séries futuras...

  • O diálogo de Wilson Fisk e Madame Gao. A chinesa veio dar um baita sermão no rei do crime passando na cara que ele está perdendo o controle da situação.

  • O detetive Hoffman injeta o veneno na veia do detetive Blake, seu amigo de infância, logo em seguida o Demolidor o ataca. O vigilante estava no quarto o tempo todo? Há três opções para esta cena:
    1. 1) Ele deixou o Blake ser envenenado intencionalmente;
    2. 2) Ele pretendia usar a situação com a ameaça "me fale tudo sobre Wilson Fisk se quiser ser salvo";
    3. 3) Ele chegou depois do envenenamento.
Foi muito conveniente o mascarado aparecer naquele quarto para levar toda a culpa do envenenamento de Blake, livrando a pele de Hoffman e Wilson Fisk. O que me dizem?

Resenha anterior: Episódio 7 - "Stick".
Próxima resenha: Episódio 9 - E por falar no d....

No quinto episódio de Game of Thrones, dirigido por Jeremy –-, temos Daenerys finalmente agindo agressivamente contra os filhos da harpia, embora o Sor Barristan tivesse que morrer para isso. Aliás uma perda duríssima para o governo de Dany, o velho cavaleiro para ela era uma grande conexão dela com Westeros e com o passado de sua família. Era ele quem contava boas histórias sobre Raeghar, ou falava a verdade sobre os erros do Rei Louco Aeris. Até mesmo falava das casas de Westeros, a loucura que acontece lá e informações sobre os “cães do usurpador”. Como eu já disse na resenha do episódio anterior, R.I.P. Sor Barristan, o Ousado.

A primeira atitude de Daenerys é bem drástica, talvez levada pelo momento, pelos conselhos agressivos de Daario Naharis. Queimar o nobre das famílias de Meeren para obter respostas aproximou Daenerys do Rei Louco que queimou o pai de Eddard Stark antes da rebelião de Robert. Esse lado meio louco que com certeza Sor Barristan contestaria.

Temos ainda Verme Cinzento comentando seu medo da morte à Missandey. Essa é sem dúvida a pior parte do episódio, a parte mais incoerente. Um imaculado não sente dor, não tem sentimentos. É parte de seu treinamento matar um cão que era seu amigo desde a infância, na terceira temporada temos um imaculado sendo cortado e não movendo um músculo de dor. Estou muito certo que esse Verme não é um imaculado, e quase certo que os imaculados não existem ou são uma grande farsa.


As notícias da rainha, mãe de dragões chega até a Muralha e toca os sentimentos de Aemon Targaryen. “Um Targaryen vivendo sozinho no mundo, uma coisa terrível”, o centenário meistre deve saber muito bem do que está falando, pois ele cresceu na época que a dinastia Targaryen vivia um auge. A cena, talvez propositalmente para incendiar os fãs, foi cortada por Jon Snow que pede um conselho que ele esperava ser difícil, mas foi contornado facilmente pela sabedoria de Aemon: apenas faça. Jon não deve ter medo de suas ações, isso é coisa para garotos inexperientes, faça o que achar correto. Mate o garoto, deixe o senhor comandante agir.

A decisão de Jon foi feita, ele pretende salvar o povo livre que resta a norte da Muralha, quem melhor para convencer esse povo que Tormmund Terror dos Gigantes? Essa conversa entre Jon e Tormmund define muito bem a personalidade de Jon Snow. Confrontando o selvagem ele mostra-se destemido e até ousado, discutindo pela vida do povo livre, ele mostra-se altruísta e ao confrontar todos os irmãos negros, ele mostra-se que não importa o que os outros digam, a decisão foi feita exclusivamente por Jon e ninguém irá impedir de fazê-lo. Fazendo isso, o senhor comandante tem toda a patrulha contra ele.

Na biblioteca de Castelo Negro, Sammuell Tarly confronta com Stannis, só consigo imaginar o medo que Sam sentia no momento, e as péssimas memórias de seu pai Randyll Tarly. Um soldado que tem grande fama de ser barra pesada, casca grossa eficiente em campo de batalha. Talvez algum dia ainda o veremos, só espero que não vilanizem ele.


A ideia de Stannis é levar sua família para a batalha, mais inesperado é a mãe de Sheeren não querer comentários sobre batalhas com sua filha.

A série desce para Winterfell, onde Brienne ainda espera alguma oportunidade para salvar Sansa Stark, mas ainda é um núcleo inerte na série.

É incrível como a Sansa ainda é sonsa em cair na conversa de uma mulher que ela nunca viu na vida e atrair ela para um canil. E se a Myranda trancasse ela lá dentro? Sorte que foi só uma armadilha psicológica, mesmo assim um grande vacilo de Sansa, que aparentemente não aprendeu nada.


No fim do canil está Fedor, um rosto que Sansa não via a muito tempo, mas dessa vez muito diferente daquele Theon Greyjoy que sempre andou ao lado de Robb Stark durante toda a infância.

Neste momento o episódio inteiro passa a ter um dono: o bastardo Ramsay Snow, cuidando de assuntos antes de seu casamento, mostrando o quão cruel foi com Theon e o quão louco e inconstante ele é. Ele demonstra um humor, mas que por trás esconde o maior e mais cruel psicopata de Westeros. Com certeza ele mataria o filho da Walda Gorda como ele fez com outros bebês de Rose Bolton. Sansa olhou para ele como se tivesse uma pequena vitória ao saber da notícia da gravidez de Walda, não sabe ela que ele pode descontar essa derrota inteira nela.


Para contrapor o episódio passado com Stannis declarando amor a Sheeren, temos seu inimigo Roose Bolton declarando “amor” a seu filho Ramsay, cenas com peso parecido, mas um ar diferente.

Finalmente chegamos nas ruínas de Valíria através de Tyrion e Jorah. A grande civilização Valiriana que dominava praticamente todo o continente de Essos foi destruída em apenas poucos dias num evento chamado “A perdição.” Valíria era para o continente, o que o império Romano foi para a europa um dia. Jorah navega pelo Mar Fumegante que banhava a capital Valiriana. “Quanto tempo levaremos para construirmos uma cidade como essa?” Esse pensamento de Tyrion define o quão avançada era a civilização.

Uma parte interessante da história de Westeros foi contada em uma cena de 20 minutos da melhor maneira possível, ponto para a temporada. Ah e ainda temos a reação de Tyrion ao ver pela primeira vez um dragão, um sonho de infância realizado. Já dizia ele a Jon, “Sonhava em montar em um destes dragões e queimar meu pai vivo.” [A guerra dos tronos, Tyrion].


A cena é interrompida com uma música tensa, os homens de pedra explicado por Stannis no episódio 4 aparecem de súbito. Eles sobreviveram ao maior estágio da Escamagris, a mesma doença de Sheeren e foram mandados para o Mar Fumegante passar o resto de suas vidas para que não contaminem mais ninguém. Apenas o toque é suficiente para haver a contaminação, como Jorah pôde atestar, agora o urso tem pouco tempo de vida para reconquistar Daenerys e quem sabe colocá-la no Trono de Ferro.


O quarto episódio da quinta temporada de Game of Thrones, 'Sons of the Harpy' foi dirigido por Mark Mylod, assim como o terceiro.

Jaime Lannister se dirige a Dorne passando por Tarth as Ilhas Safiras que possui esse nome pela cor do mar ao seu redor. No sótão do navio, Jerome Flynn demonstra quão bom esse personagem Bronn é, ele não poderia ficar de fora da temporada. Ele joga na cara o plano idiota de Jaime de "sequestrar" Myrcella sozinho, além de brincar com a paternidade da princesa. Nessa cena ficou claro que por mais que gostasse de Tyrion, o que ele fez é imperdoável e que o anão nunca mais o encontre novamente.



A cena do confronto com os batedores de Dorne foi bem elaborada, principalmente ver o antes maior cavaleiro dos Sete Reinos lutar desajeitadamente com a mão esquerda e só quando o adversário é apenas um e lento. Bronn sozinho dá conta dos outros três e ainda tem  que cavar buracos para enterrá-los, era melhor ter ficado em Porto Real.

Elaria Saand incita uma guerra contra Porto Real pela morte de Oberyn, para isso ela tem as filhas do mesmo, as Serpentes de Areia. Aqui nós só vemos três delas, embora sejam seis no livro, as três que vimos na série ficaram como as mais perigosas, como é visto como show-off sem carisma de Obara Saand, a lanceira.



Em Porto Real, o mestre da moeda Mace Tyrell está tendo problemas com o Banco de Ferro de Braavos, lembremos que esse banco é famoso por sempre conseguir de volta o que lhe devem não importa como. Já que Cercei não quer que o reino seja totalmente abastecido pelos Tyrell, a alternativa restante é mandar Mace para Braavos discutir o assunto. Roger Ashton-Griffiths está muito bom no papel, mostrando o palerma que o personagem é também nos livros. Outro fato importante é que o Sor Meryn Trant da Guarda Real é um dos nomes da lista de Arya, e agora ele está indo para Braavos portanto já sabemos o que esperar.

A cena seguinte mostra o Alto Pardal em reunião com Cercei que propõe a volta de uma antiga ordem chamada Fé Militante. Esta ordem era formada por cavaleiros que renunciavam suas terras e ouro e juramentavam sua espada para a Fé (como a Patrulha da Noite). Eles foram extintos no reinado de Maegor, o Cruel, pois como os Targaryen tinham práticas que iam contra os mandamentos dos Sete (como incesto por exemplo), a Fé Militante se levantou em um evento chamado "O Levante da Fé Militante." Neste evento Maegor oferecia um dragão de ouro por cada cabeça dos Filhos do Guerreiro (os cavaleiros).

Se esta Fé Militante já pôde confrontar os Targaryen um dia, quem sabe eles poderão confrontar o frágil reinado de Tommen? Cercei não sabe o perigo que corre, ela está cega de tentar acabar com Margaery.


A impressão que ficou é que os fieis já estavam esperando no lado de fora Cercei permitir a Fé Militante, já que tudo se formou tão rápido, como se fosse no mesmo dia, já estava tudo preparado? Outra coisa estranha é ver que Cercei deixou o filho tão protegido confrontar os Pardais, mesmo escoltado pela Guarda Real e guardas Lannister, ainda foi imprudente colocá-lo em um possível banho de sangue que poderia acontecer. Ou quem sabe Cercei soubesse o quão pacifista e inocente o garoto é.



Na Muralha Selyse mostra a pedra que é ao chamar sua filha de "praga" e por outro lado Melissandre vê o valor de Sheeren pelo poder de sangue real que ela tem. Essa menina deveria é correr com o Sor Davos pra longe.

Aparentemente Milissandre tem o faro para saber que pessoas tem algum poder, mas que poder teria Jon Snow?

Ainda bem que esta temporada temos o núcleo do Norte sendo mais explorado, sem dúvida é o melhor núcleo da série atualmente (ou sempre foi?). Stannis está tendo mais oportunidade para mostrar seu carácter controverso, a cena com Sheeren é o ponto mais alto do episódio com a excelente atuação do rei e da atriz mirim.


É também nesse episódio que pela primeira vez a história de Lyanna Stark e Raeghar Targaryen é finalmente contada, embora não completamente, mas uma parte muito importante dela, a parte que todo o reino sabe da mulher que "derrubou" a dinastia Targaryen.

No mesmo episódio, mas em Meeren, o Raeghar Targaryen é falado por Sor Barristan como um homem que amava o povo, que cantava e doava seus ganhos para orfanatos, indo totalmente de encontro  com que Sansa falou de ele ter sequestrado e estuprado Lyanna Stark.


Mindinho agora deixará Sansa com os Bolton sozinha, será que o homem mais planejador, inteligente e informado de Westeros não sabe o perigo que Ramsay Bolton é? Ou sabe e não está nem aí, fica esse mistério e coitada da Sansa.

Finalmente temos Sor Jorah e Tyrion em uma cena muito engraçada por parte do anão. O comentário de que Westeros fica no Oeste (West eros) me fez cair a ficha sobre o nome dos continentes, não sei para vocês. Continente Essos fica à Leste (East), será essa a analogia correta?

O que importa é que Tyrion descobriu que seu captor o está levando para a Rainha Daenerys, e com olhos de Sherlock, detectando o sotaque nortenho ele descobriu que o homem trata-se de Jorah Mormont e ainda descobriu a situação exata que o cavaleiro está passando, ele mereceu aquele soco não?


O episódio termina com os Filhos da Harpia atacando os Imaculados por causa dos feitos de Daenerys, eu sinceramente não acho que aqueles guerreiros que foram baseados nos soldados espartanos por GRRM tenham caído tão facilmente para pessoas com algum treinamento em combate. Na terceira temporada vimos um Imaculado tendo o mamilo cortado e não sentindo absolutamente nada, bem diferente da gritaria que vemos nesse episódio, algo ficou muito errado neste episódio. Os Filhos da Harpia originalmente agiam à noite e sorrateiramente, não da forma como foi, eles deviam ter sido mortos facilmente por um punhado de Imaculados.

Sor Barristan Selmy se despede da série e prova que era 10 vezes mais eficiente que os Imaculados ao derrotar sozinho aquele bando de Filhos da Harpia. R.I.P. Sor Barristan, o Ousado.

Mais Imagens







Após longos dias de auto-punição, o homem comum entrega-se ao Deus das Muitas Faces e sob a misericórdia da mãe ele perece. É com esse misterioso culto que começamos o terceiro episódio de Game of Thrones, e como eu, Arya não está entendendo nada do que está acontecendo na Casa do Preto e do Branco. """"Jaqen""" tornou o significado de Valar Dohaeris mais abstrato para a jovem loba, o único desejo dela é a vingança, mas ela não conseguirá isso enquanto for Arya Stark, será que literalmente servindo isso ajudará a se tornar uma ninguém? Maise Williams conseguiu fazer uma cena triste ao olhar para a Agulha e lembrar de seu irmão Jon. A partir de agora, se Arya se tornar "ninguém," a espada pode ser seu último totem para lembrar-se que é uma Stark.


No Septo de Baelor, Margaery Tyrell se torna rainha pela terceira vez, para a infelicidade de Cercei. O príncipe Tommen agora não vai passar de uma marionete a ser controlada e disputada por Cercei e Margaery. Um verdadeiro cabo de guerra entre as duas rainhas. As intensões de Cercei.

Na reformada Winterfell -- mas agora com novas bizarras decorações --, Roose Bolton manifesta pela primeira vez que a maioria das casas do Norte se opõem a eles, mas qual seria a reação dos Lordes do Norte ao ver a última Stark de Winterfell casando-se com o Protetor do Norte. Simplesmente não haveria outra alternativa se não aliar-se aos Boltons.


Por outro lado Stannis também tenta trazer um senhor Stark levantar-se no Norte, o que seria bem mais impactante que Sansa, mas infelizmente Jon aceita seu fardo Snow e como um verdadeiro e honrado Stark, ele não aceitará a oferta de Stannis. Nessa cena meus dois personagens favoritos dos livros dialogaram pela primeira vez, Sor Davos coloca um ponto chave para Jon refletir, se os patrulheiros devem proteger o reino dos homens será que eles deveriam defender o Norte da garra dos Boltons?

Jon sentado na cadeira do Senhor Comandante me lembrou muito quando Rob sentava na cadeira do Senhor de Winterfell, mostrando o modo austero e justo como os Stark comandam seu domínio.

"O homem que dita a sentença deve brandir a espada." Eddard Stark

O núcleo de Brienne e Podrick recebeu um pouco mais de desenvolvimento de personagens com cada um contando sua própria história, a segunda chance que ambos receberam, a chance de viver literalmente que Podrick recebeu de Tywin e a de seguir em frente que Brienne recebeu de Renly. A relação deturpada que os dois iam passando foi deixada para trás finalmente, já que Brienne agora irá ensinar Podrick a lutar e ficará só nisso, pois apenas um cavaleiro pode nomear outro cavaleiro.


O motivo do nome do episódio só foi mostrado no final com um novo e intrigante personagem para a série, o Alto Pardal. O homem humilde agora é a principal influência religiosa para o povo, completamente oposto ao luxurioso Alto Septão atual, a astúcia de Cercei a fez pensar que por ser um homem simples, um plebeu, o Alto Pardal seria totalmente manipulável ela viu a oportunidade de receber o apoio do povo nele. Que erro pode ser isso...

Tyrion só aparece no episódio para deixar a ponta para o próximo, falarei mais dele lá.


O Titã de Braavos
O colossal Titã de Braavos anuncia a chegada de Arya às cidades livres. "No passado o titã aparecia com fogo nos olhos, entrava no mar e esmagava seus inimigos" diz o Capitão enaltecendo a força que a cidade de Braavos tinha no passado. Os olhos do titã ainda brilham como duas estrelas à noite, a HBO apenas decidiu não mostrar assim. Contudo, parece que a porta da Casa do Preto e do Branco não permitirá a entrada de Arya.

Não é Jaqen H'ghar!!
No livro, Arya é recebida na 'Casa' por um velho que ela mesma nomeou de 'Homem Gentil,' que foi mudado propositalmente na série por um 'Velho Carrancudo' já que ele não ia durar muito tempo. O velho aparece com a imagem de Jaqen H'ghar, um baita de um fã service. Não sei se ficou claro pelo que foi dito, mas é verdade: aquele não é o Jaqen, não é o mesmo assassino que Arya encontrou em Westeros, é apenas o Velho Carrancudo com o mesmo rosto dele e, como eu disse, um fã service para os espectadores.

A cena inteira da Brienne e Podrick ficou bem estranha, primeiro a mudança que fizeram na personalidade deixa o personagem meio perdido na série, é uma divisão entre "mulherengo" e "inocente" para não deixar claro quem é este Podrick Payne da série. Aliás, a Brienne é tratada com hostilidade até mesmo por Sansa. Se não é em busca de Arya, nem da Sansa, qual será o objetivo de Brienne agora? A tarefa que Jaime designou era para resgatar as garotas Stark para uma casa segura como o Vale, tudo perdido.

Em Porto Real, Cercei recebe uma "ameaça" das serpentes de areia à sua filha Myrcella, que foi mandada para Dorne por Tyrion em um arranjo de casamento. O pai de Myrcella, Jaime de dispõe para resgatar sua filha junto de Sor Bronn da Água-Negra. Um personagem que se encaixou mais na série do que nos livros devido a boa atuação de Jerome Flynn. Jaime usará Bronn tanto nas suas qualidades de combate quando para treinar a espada com a mão esquerda, trabalho que nos livros pertencia ao mudo Sor Ilyn Payne, cujo ator morreu de câncer ano passado.

Qyburn
Uma das melhores partes do episódio é a reunião de Cercei com o conselho do Rei. Qyburn senta-se a mesa como um verdadeiro penetra, mas ele é um capacho de Cercei e ninguém pode contestar. Eu só achei estranho não nomear o Lorde Tyrell à Mão do Rei como nos livros, já que a própria Cercei se auto-denomina Rainha Regente de Westeros.

Doran Martell
Do outro lado da mesa, em Dorne, a esposa de Oberyn, Ellaria Saand clama por uma reação de Dorne à Porto Real, ela e as Serpentes de Areia almejam vingança, sangue, mas o olhar do Príncipe Doran Martell parece propositalmente mais distante que aquilo tudo. Tudo o que Doran menos quer é uma guerra com Porto Real.

Aero Hotah
Antes que eu me esqueça, a mudança de Etnia de Aero Hotah ficou bem interessante. Aquele machado do Guarda de Doran, também ficou com um estilo único, já que eu pensava em um machado normal, clássico.

Na Muralha, às vésperas da votação para o 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite, o risonho Stannis faz uma proposta à Jon Snow que no livro foi um dos momentos mais épicos da história, tratada com pouco esmero na série. Se Jon Snow ajoelhar-se a Stannis, ele ergerá-se como Jon Stark Senhor de Winterfell. Toda a decisão de Jon, em aceitar seu sonho desde criança ou continuar sendo quem realmente é -- um Snow -- é trabalhado em poucos minutos na série. Mais uma vez um ponto negativo para o desenvolvimento desse personagem, coisas assim já vem acontecendo desde a segunda temporada, e isso só faz com que esse Jon Snow da série não seja nada comparado ao Jon Snow heroico, altruísta, ousado e complexo do livro. São dois personagens diferentes.

Daenerys
Em Meeren, Daenerys deve julgar o filho da harpia encontrado por Daario Naharis, mas ela não deve fazer isso precipitadamente sem um julgamento justo. Coisas assim levaram o rei louco Aerys à ruína da dinastia Targaryen, bem lembrado por Sor Barristan que viu Rickard Stark (Pai do Ned) ser queimado pelo fogo-vivo aos olhos de seu filho Brandon Stark, que morreu enforcado na tentativa frustada de salvar o pai, o estopim da Rebelião de Robert. Dany não deve deixar que seu poder a leve para o lado tirano. A cena da execução é um pequeno prelúdio para os problemas que Daenerys enfrentará nessa temporada.

A aparição de Drogon no final do episódio veio para que Daenerys não se esqueça de seu verdadeiro poder, seu objetivo no mundo, e que ela não deixe os dragões de lado!

Drogon
Marvel - Demolidor 7
O episódio 7 de 'Marvel - Demolidor' apresenta "Stick" o responsável pelo treinamento de Matt Murdock. O começo do episódio se passa no Japão, onde Stick recebe a notícia de que o "Céu Negro" está indo para Nova York. A chegada dele em Hell's Kitchen cria uma ponte direto para a infância de Matt Murdock e seu treinamento.
Esperteza é tomar a decisão certa na hora certa.
Stick é interpretado magnificamente por Scott Glenn que cá entre nós, deu uma aula de como atuar um personagem cego (não querendo criar uma treta, mas já criando, Charlie Cox até manda bem, muito melhor que a atuação do Ben Affleck).

Ao chegar no orfanato, Stick nem precisa saber se vale a pena treinar o garoto ou não, ele simplesmente acerta o pagamento vai direto à Matt como se já soubesse com o que estaria lidando (talvez seja  mesmo o dom do personagem). O primeiro passo dele é convencer Matt de seus dons, mostrar que o mundo não é um mar de rosas e que ele precisa se preparar, usar sua dádiva a seu favor e eventualmente preparar-se para uma guerra que está por vir (assunto para outro parágrafo).

Stick retorna a Nova York com duas missões, a primeira consiste em eliminar a arma chamada "Céu Negro," a formadora de sombras, e aí meus amigos, estamos saindo da trama principal de Marvel - Demolidor e indo à introdução de um novo plot para a série final d'Os Defensores. Esse 'Céu Negro,' pelo modo como Stick fala, não é uma arma comum no nosso mundo, é algo místico e envolve uma guerra futura entre a facção Japonesa, muito provavelmente o Tentátulo e sabe-se lá o quê mais.
Punho de Ferro e Demolidor Possesso
Tirando coisas dos quadrinhos para conjecturar sobre isso temos que ir à saga 'Terra das Sombras' em que Matt Murdock é possuído pela Besta do Tentáculo, ficando extremamente violento (e do mau!!), sendo parado apenas pela união de vários heróis urbanos: Wolverine, Homem-Aranha, Luke Cage, Punho de Ferro, Justiceiro e Motoqueiro Fantasma

Creio que essa possessão não acontecerá na série d'Os Defensores, mas algo encima da Besta do Tentáculo e uma guerra entre ela, os heróis e a cidade mística de K'un-Lun deve ser a trama principal da última série Os Defensores que encerrará essa primeira fase Marvel/Netflix.

Que tipo de arma? Do tipo que não se quer em seu mundo.
Eu falei da primeira missão de Stick, bem, a segunda era tentar fazer de Matt Murdock um soldado para esta guerra que virá. Algo que Stick buscava desde a primeira vez que encontrou Matt. Seus diálogos sobre desfazer-se de relacionamentos, apegar-se a qualquer coisa que fosse, é só uma distração para um soldado. Mas para a decepção de Stick, Matt não é um soldado, ele possui sentimentos. É reportando o sucesso da primeira missão e o "incerto" fracasso da segunda que o episódio termina.

Os créditos do revelaram que o homem a quem Stick reporta é Stone. Não sabemos qual será sua função nos próximos capítulos desse plot, mas nos quadrinhos ele é segundo em comando na organização secreta-ninja de Stick. 
Direto dos Quadrinhos....
Stick e Stone
Na trama 'Marvel - Demolidor' o núcleo de investigação de Karen e Ben Urich ganha um novo membro: Foggy Nelson, que aliás, nesse episódio ele opina sobre sua aversão ao vigilante mascarado e discute sobre "não possuir segredos," coisas que podem muito bem serem usadas mais para frente.

Enfim, o como eu disse, o episódio é uma escapada da trama principal da série Marvel - Demolidor, mas um grande gancho que será usado futuramente para Os Defensores. Todos os acontecimentos, o céu negro, as organizações já poderão ser abordadas na série do Punho de Ferro (que eu aguardo tanto, mais que as outras).

Resenha anterior: Episódio 6 - Condenado.
Próxima resenha: Episódio 8 - Sombras com reflexo.

(Finalmente introduziram os bastões do Demolidor!!!)

Chegamos ao episódio mais agitado da série. A mídia da cidade volta seus olhos para as explosões, a polícia comprada por Wilson Fisk e o resto dos criminosos da cidade voltam-se numa caçada a Vladmir que foi pego pelo vigilante mascarado. 

Este é um episódio em um tom escuro (imagem abaixo) por ser totalmente filmado a noite, é um grande mérito para a direção, já que é muito difícil fazer boas cenas a noite. Dificulta muito o trabalho de fotografia, que também não deixou a desejar. Existe sempre uma luz amarela em todos os episódios da série que junto com tons vermelhos, referencia o primeiro uniforme do Demolidor (assim como a roupa de luta de Jack Murdock, que eu não deveria chamar ao caso).

Primeira referência ao bastão do demolidor.
Para Matt Murdock, Vladmir é uma grande oportunidade para chegar até Fisk.O russo está em péssima situação, mas ainda sim consegue momentos para fazer uma piada. Ele conta algumas coisas que Mudock não fazia ideia que estava acontecendo na organização criminosa de Fisk. A heroína dos chineses, o contato que Wesley fez para incluir os russos nessa e um nome que ligará todos eles: Leland Owlsley.

Mesmo com toda a agitação do episódio, do que está havendo na cidade, Wilson Fisk comanda seus lacaios calmamente de seu carro, como um rei em seu trono que simplesmente exige que as coisas sejam resolvidas. Fisk mostra que tem tudo sob controle, mesmo o único problema chamado "Ben Urich" não é tão ameaçador.

"Problemas são apenas oportunidades não reveladas."

Por meio do interfone do policial honesto, Wilson Fisk e o mascarado dialogam pela primeira vez. Fisk tenta esclarecer que não há nenhuma diferença entre ele e o mascarado, ambos têm o mesmo objetivo de querer o bem para a cidade, Fisk fala até uma frase de efeito que deve ter derrubado Matt por um momento: "Só estou tentando fazer isso de uma forma que importa." um mini "turn down for what".


Fisk acaba tornando o mascarado publicamente como um agressor, espancando policiais, destruindo construções na cidade e até matando. O sniper que atira nos policiais que estão cercando o armazém gerou um burburinho entre os fãs da série de que seria o vilão Mercenário, mas também, muitos fãs concordam que o Mercenário sem o show off, não é o Mercenário.

"Nem todo mundo merece um final feliz."

O final do episódio Vladmir já tem alguma convicção de que não quer deixar Wilson Fisk ganhar este embate. Ele podia muito bem matar o mascarado também no final, mas ele resolve dizer a verdade sobre o que pensa do vigilante. Seu diálogo sobre a jaula dos animais servem tanto para os mafiosos que não tem para onde correr quando entra nessa vida, quanto intimamente para Matt Murdock que uma vez que ele pôs sua máscara, também não tem mais volta, um vigilante nunca deixa de ser um vigilante, seu senso de dever torna-se eterno e só haverá um fim quando ele morrer.

"No momento que colocou essa máscara, você entrou na jaula com os animais. Animais não param de lutar, até que um esteja morto."

Resenha anterior: Episódio 5 - Em Chamas.
Próxima resenha: Episódio 7 - Stick.